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Negrinho do Pastoreio
Santa Catarina

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Brasil

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América do Sul

Essa lenda talvez seja a mais conhecida de todas e um símbolo do Rio Grande do Sul.

No tempo da escravidão, um estancieiro percebeu que estava faltando um cavalo depois de um menino escravo voltar do lugar de pastoreio. O homem, para castigá-lo, deu-lhe uma surra de chicote e mandou que ele procurasse o animal. O pobre do menino até achou, mas o cavalo fugiu porque o guri não conseguiu laçá-lo. Ao voltar à estância de mãos vazias, seu dono o colocou num formigueiro, no frio, e ensanguentado pelas chicotadas.  No dia seguinte, quando foi ver como estava o menino, o estancieiro tomou um susto, pois, além de ele estar sem um único ferimento, ao seu lado estava a Virgem Maria, o cavalo fugitivo e outros cavalos. Caído no chão, o estancieiro pediu perdão pelos seus atos. O menino nada respondeu, subiu no cavalo baio e saiu conduzindo a tropilha.

Hoje, por aquelas bandas, quando se perde alguma coisa, pede-se ao Negrinho do Pastoreio para que à noite ele a encontre, mas antes tem de acender uma vela para Nossa Senhora junto a algum mourão e dizer: “Foi por aí que eu perdi… Foi por aí que eu perdi… Foi por aí que eu perdi…”.

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