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Rasga Mortalha
Rio Grande do Norte

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Brasil

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América do Sul

Uma das lendas mais intrigantes e que envolve o centro da cidade como cenário é a da Coruja da Igreja Matriz. Essa misteriosa coruja rasga o céu noturno do centro da cidade, nas proximidades da Praça Augusto Severo, às vistas de todos e se encanta durante o dia dentro da igreja.

Também conhecida como Rasga Mortalha, a coruja reaparece e desaparece aleatoriamente e muitos acham que seu canto é de mau agouro, sendo sinal de morte. O próprio apelido, Rasga Mortalha, expressar o temor popular dos que escutam. O som do seu canto seria uma onomatopeia da tesoura ao cortar o tecido que serviria de vestimenta fúnebre, a mortalha. Quando ela passa em seu voo e canta sobre uma casa seria o sinal de que alguém morreria em breve ali.

Para se defender do mau agouro, as pessoas repetem fórmulas mágicas expressas em gestos, como a figa, ou em frases, como “viva os noivos”, que são ditas quando a coruja passa voando.

Há uma lenda que conta a história da filha de um feiticeiro que era paga para chorar em velórios e cemitérios. Esta mulher muito inteligente e culta recebeu o apelido de Coruja Branca na aldeia onde morava. Assassinada misteriosamente, seu pai, através das cartas de tarô, descobriu que a mandante do crime era a condessa da aldeia, que não queria o romance da moça com seu filho.

Então, em um ritual mágico, ele colocou o espírito da filha dentro da estátua de uma coruja que havia no túmulo e a enviou até o castelo onde dormia a Condessa. No castelo ela piou um canto estranho, como se alguém estivesse rasgando uma roupa de seda. No dia seguinte descobriram que a condessa estava morta e que todas as suas roupas de seda estavam rasgadas.

A partir daí, sempre que alguém estava prestes a falecer, a coruja branca pousava na casa da vítima e fazia aquele som estranho. Por causa destas histórias, o animal recebeu o apelido de Rasga Mortalha. Assim, diz a lenda, que se a Rasga Mortalha pousar no telhado de uma casa e piar um som semelhante ao de um rasgo de seda é sinal de alguém naquela residência falecerá muito em breve.

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